terça-feira, outubro 28, 2008

NOVIDADES 2008/2009

ANO LECTIVO 2008/2009

Alguns textos...a pensar nas férias!
VISITA À BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

No dia 24 de Janeiro, fui com os meus pais à Bolsa de Turismo de Lisboa. Quando os meus pais me sugeriram ir à “tal Bolsa”, não percebi muito bem a ideia e achei até que ia ser enfadonho... Afinal, não era o mesmo que ir de férias!
Logo que entrámos no recinto, fiquei animado por ver tanta cor, imagens e sons! Pensei: “Isto é que é turismo?!” Os meus pais explicaram que fazer turismo é viajar por vários sítios e conhecer lugares, paisagens, a cultura e produtos regionais de cada país ou região. Percebi que afinal eu já tinha sido turista algumas vezes, quando fui de férias com os meus pais!
Eu queria ver tudo, o meu pai uns países e a minha mãe outros... tivemos de fazer um esforço inicial para nos organizarmos... mas depois correu bem. Eram quatro pavilhões mas, com uma pausa pelo meio, visitámos todos. Estavam divididos por expositores de países estrangeiros e portugueses e ainda de agências de viagens.
O expositor estrangeiro de que mais gostei foi o de Macau, porque tinha animação, instrumentos chineses, era grande e gostava de lá fazer umas férias. Sei que os portugueses estiveram em Macau há muitos anos e fiquei a saber que foi uma antiga colónia portuguesa até 1999. Por isso, acho que podemos lá encontrar alguns vestígios portugueses, como monumentos e a calçada portuguesa, com aquelas pedras em quadrados todas alinhadas e com alguns desenhos. Mas o que mais me agrada é ser uma cultura diferente da nossa, apesar de gostar muito de cá viver. A alimentação é diferente, tem grandes arranha-céus e também barcos que servem de habitação. Talvez um dia lá vá! Para já, fiquei com mais informação para “abrir o apetite”.
O pavilhão português de que mais gostei foi o dos Açores, porque tinha um ar saudável e fresco e grandes cubos semi-inclinados com paisagens das ilhas. Já estive na Ilha Terceira e gostei muito da paisagem, porque tem muita diversidade. Até passei a beber leite dos Açores, porque vi tantas vaquinhas em campos verdejantes que fiquei com a ideia de que o leite só pode ser booom! A minha mãe adora os Açores e já foi a mais ilhas com o meu pai; ficou muito satisfeita porque soube que, em breve, irá abrir uma loja em Lisboa com produtos açorianos.
Quando terminámos, estávamos cansados e cada um com o seu saco cheio de folhetos e revistas; contudo, acho que valeu a pena por ter sido um final de tarde diferente e em família, e para podermos planear melhor as nossas férias.
Acho que também se podia organizar na nossa escola uma mini bolsa de turismo, só para o nosso país, se cada turma fizesse a divulgação de uma cidade e o Presidente da Câmara dessa cidade desse uns brindes como incentivo...!!!
Guilherme Patrício 5º C
DIA 29 de ABRIL

DIA DO PATRONO

Participa no ROTEIRO CULTURAL, dinamizado pelo Departamento de Língua Portuguesa


DIA 13 de FEVEREIRO

A nossa Escola contou com a presença do escritor/cartoonista Augusto Cid. Poderão ver alguns dos trabalhos efectuados pelas turmas do 9ºA e B, no pavilhão F.












Esta semana, o escritor João Aguiar virá à nossa Escola. Estejam atentos!



João Aguiar nasceu em Lisboa, em 1943, e licenciou-se em Jornalismo na Universidade Livre de Lisboa.
Publicou 11 romances: A Voz dos Deuses, O Homem sem Nome, O Trono do Altíssimo, Os Comedores de Pérolas, A Hora de Sertório, A Encomendação das Almas, Navegador Solitário, Inês de Portugal, O Dragão de Fumo, A Catedral Verde e Diálogo das Compensadas.
Escreveu, ainda, os livros da colecção O Bando dos Quatro que continuam a ir ao encontro do interesse do público juvenil. Vai à Biblioteca da nossa Escola e descobre muitos dos títulos que o autor esc
reveu. Haverá, certamente, algum do teu interesse.





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Estudo em
Sala de aula
Tenho sempre trabalho
Uso tratamento de informação, faço resumos
De textos
Organizo o local de estudo

Aprendo novas técnicas de leitura
Consulto livros, dicionários
Ocupo-me a estudar
Mantenho o caderno diário organizado
Preparo-me sempre para os testes
Aqui
Nada é complicado
Havia dúvidas, já as esclareci
Aprendi a ser responsável
Defini o que vou trabalhar
O estudo, oh já acabou!


Ana Catarina Garcia, n.º1, 6.ºL


Estudo em
Sala de aula
Terei cuidado com os meus materiais e com a sua
Utilização
Direi às professoras as dúvidas e
Ouvirei as explicações

Aprenderei a estudar e a melhorar o sucesso e o
Comportamento nas aulas
Organizarei os livros,
Materiais necessários e respeitarei o
PIT do dia
Acompanharei o estudo da disciplina
Nunca desrespeitarei as professoras
Habituar-me-ei a fazer a revisão das fichas feitas
Acompanhando todas disciplinas
Definirei o meu estudo diário
Ouvirei e reponderei às perguntas.
Inês Ribeiro, n.º10, 6.ºL

LEITURAS & ESCRITOS

Uma imagem…um texto

A ENCOMENDA FANTÁSTICA

Era uma vez, numa vila distante, um carteiro chamado André. O André era um carteiro muito responsável e que entregava sempre as encomendas a tempo.
Um dia chegou aos correios um senhor velho, mas muito apressado, que foi ter com André e lhe disse que tinha uma encomenda para ele, mas só a poderia abrir quinze dias depois.
André achou aquilo muito estranho, mas aceitou. Então o homem deu-lhe uma caixa de papelão da qual saía uma luz branca. O André virou-se para a guardar numa prateleira e quando se voltou novamente, o homem já não estava lá.
Os dias foram passando e André continuava o seu trabalho até que no quinto dia ficou com tanta curiosidade, que não resistiu a ir abrir a encomenda.
Quando abriu a caixa de papelão, saiu de lá uma luz branca tão forte que ofuscou o André por momentos, mas com o tempo foi diminuindo e dois minutos depois já estava praticamente extinta. Quando a luz se extinguiu por completo, André olhou para dentro e reparou que havia um cubo mágico, laranja claro, com umas inscrições antigas das quais André nada percebia.
Com muito cuidado, ele pegou no cubo…O cubo abriu-se de repente e de lá saiu um fumo vermelho claro, mas que mudava constantemente de cor.
O fumo juntou-se todo e fez uma forma humana, que começou a falar:
– Olá André. Eu sou uma antiga deusa egípcia que foi presa neste cubo mágico. Tu libertaste-me e, por isso, tens direito a pedir-me três desejos, com as devidas consequências.
André começou logo a pedir:
– Primeiro quero uma bela casa junto ao mar, bem equipada, com piscina, um grande carro na garagem, muita comida e dinheiro.
O dito foi feito e do nada foram parar a uma terra distante, junto ao mar e lá estava a casa de André com tudo o que ele tinha pedido.
– Mas já agora – disse André – dá-me também um monte de empregados para cuidarem da casa.
Mal André acabou de fazer o seu pedido, apareceu, mesmo à sua frente, um grupo de empregados, todos vestidos com uma farda igual e muito bem-educados.
- Dois desejos já estão, só tens direito a mais um – disse a deusa.
- Esse vou guardá-lo para quando for mesmo necessário – respondeu André.
Durante os primeiros dias, André andava sempre muito contente com a sua casa, mas, à medida que os dias iam passando, ia gostando cada vez menos da casa e da sua vida actual.
Um dia acordou para ir ver televisão. Mal entrou na sala reparou que não tinha televisão. Tinha sido assaltado. André ficou desiludido, pois tudo lhe tinha sido roubado.
- Deusa egípcia?!
- Sim?
- Estou muito triste, quero voltar a ter a minha vida simples de carteiro.
Mal acabou de dizer a frase foi parar de novo à sua pequena vila, onde continuou a sua vida simples e feliz de carteiro…
Nuno Rocha, 8ºB
Utilização de telemóvel suspende voo da TAP

Ontem, por volta das 10h da manhã, um dos aviões da TAP, um A-320, teve de fazer uma paragem de emergência no aeroporto de Madrid, devido a um dos passageiros ter utilizado um telemóvel para comunicar à família.
Foi o terceiro avião a sair naquele dia do aeroporto da Portela e tinha como destino Paris. Tudo estava a correr bem até que um dos passageiros decide telefonar à mulher que estava impacientemente à sua espera em Paris. O homem, de origem francesa, chama-se Charles Dumond e tinha vindo a Portugal assinar um contracto multimilionário com a sua empresa de imobiliário. Já estava em Portugal há três meses e, por azar, no dia do voo, foi parar a um avião que não podia suportar qualquer tipo de comunicação com o exterior através de suportes digitais. De imediato, a seguir à chamada, a comunicação com a torre do aeroporto deixou de funcionar e o piloto ficou completamente perdido. Devido à sua experiência conseguiu descobrir onde estava e seguiu até ao aeroporto mais próximo, o de Madrid. A viagem demorou quase uma hora mesmo estando apenas a 100 km de distância, pois um dos motores estava avariado.
Quando aterraram e descobriram quem tinha sido a pessoa que tinha cometido tal infracção passaram a multa, no valor de 760€, e proibiram o senhor de andar de avião durante seis meses. Este, para ir até Paris teve que apanhar um comboio. Os outros passageiros foram compensados pelo incómodo e voaram até Paris noutro avião, mas todos em classe executiva.


David Silva, nº 5, 8º C
Com esforço,dedicação e um pouco de imaginação…
Estava a (tentar) escrever esta crónica e apercebi-me que tinha a cabeça vazia. Não saía nem entrava nada. Não havia nada em que pensar e a imaginação não estava lá. Dizia para mim mesma que queria sair dali. Sei lá! Dar uma volta, espairecer um pouco e, quem sabe, talvez ir às compras ou ao cinema. Decidi ir buscar um livro para ver se me inspirava, mas a situação continuava na mesma.
Lembrei-me das entrevistas que costumam fazer a escritores ou a grandes artistas e eles respondem que a inspiração pode vir de qualquer lado, então, sendo assim, acho que os escritores são grandes mestres em transmitir aos outros parte da sua inspiração. Claro que os pintores,os músicos, etc. também partilham com os outros as suas obras, mas com os escritores é diferente, eles incentivam-nos e conquistam-nos para a leitura, afastando-nos da televisão ou do computador, coisas em que nós, portugueses, somos grandes especialistas. Eles abrem-nos portas para mundos totalmente diferentes , não nos limitando a ficar aconchegados no nosso quarto, com uma cama e uma vida em família. Mostram-nos o que fazer e não fazer,o que dizer e não dizer, mas além de tudo escrevem. Utilizam cada vogal, cada consoante aprendidas na primária e as palavras adquiridas ao longo da sua experiência de vida. Têm o cuidado de criar textos em português, porque afinal a Língua Portuguesa é uma língua tão rica e tão bonita... Mas por que razão certas pessoas não a usam da melhor maneira?
Escrever é uma forma de comunicar com o mundo e com o leitor, é uma espécie de conversa escrita e lida, uma troca de impressões,tal como estou a fazer agora.
Algumas pessoas dizem que um bom texto em português tem de ser trabalhado com esforço e dedicação,concordo com isso, mas o que estou a fazer agora é apenas uma reflexão, refugiada do mundo lá fora. Mas que estou eu a dizer? Sou apenas uma miúda de doze anos a fazer a sua primeira crónica.

Ana Priscila Pires
Nº2 8ºA

A VIDA
A vida nem sempre é mãe carinhosa,

não protege, não dá colo
Muitas vezes é dura, não tem piedade.
Ao mais pequeno deslize atraiçoa.
Quando lhe sorriem, não sorri,
não dá o abraço apertado que nos prometeu.
Ao seu lado só se perdem os anos, e faz
perder quem nos quer bem.
Nem sempre compensa o mal que nos faz,
e por fim perdemo-la.
Mas no meio de tudo,
a vida mostra o amor de um olhar lançado com intensidade,
a alegria das cores do céu, de um jardim.
A vida é um turbilhão de sentimentos,
é um sorriso de uma criança,é o aconchego de uma família.
Enfim, tudo isto é vida…

Mariana Freire 8ºA


PERFEIÇÃO
Haverá de algum modo e em algum lugar palavra mais inóspita e alheia à realidade das coisas que o termo perfeição? Sinceramente, eu creio que não. E tudo se deve e baseia na simples e crónica insatisfação perpétua do Homem. De tal modo que, por entre as entranhas da História, não existiu nem existirá um imortal perfeito. Porém, nem as divindades atingem a excelência máxima, pois todos os deuses possuem, obviamente, um lado negro. Sendo assim e, por causa nenhuma, é claro que podemos encontrar sentimentos tão escuros como a inveja e a perversidade em todos os locais, incluindo o Paraíso ou o Olimpo Grego.
Por tudo isso e mais, nem mesmo a experiente Filosofia encontrará o caminho para se atingir o agrado de todos os Homens. Deste modo, a organização de uma sociedade nunca será perfeita, como tudo, mesmo que se utilize a verdadeira democracia nas ideias. E isso acontece porque as opiniões não são todas iguais, e tantos outros exigem diferentes formas de organização e execução, seja ela a ditadura, ou a anarquia, por exemplo. Então, em minha conclusão, pior só será a hierarquia a atingir a injúria de todos os seres que invejam por cargos, trabalhos, salários, amores ou vidas melhores.
Além disso, se a perfeição é claramente observada como sinónimo de alegria, porque é que será que algumas pessoas preferem os ambientes tristes e melódicos? Sim, porque na realidade, não são poucos os que se refugiam no conforto da infelicidade. Como tal, a perfeição deveria adaptar-se aos gostos de cada um. No entanto, como isso não é possível, é também desta maneira que encontramos mais um motivo para a descrença neste termo.

Como palavra bonita que é, a perfeição não passa, para mim, de mais um vocábulo utilizado nos comentários elogiosos ou encorajadores que se fazem às pessoas. Por isso mesmo, na minha convicção, a perfeição é mais uma ideia abstracta que concreta.
Em conclusão, esta minha reflexão sobre tal termo apenas vem realçar que mesmo nos momentos de maior satisfação e felicidade, existem sempre coisas que podiam acontecer para melhorar essa situação. Assim, é por isso que se dão os sonhos, ou seja, o desejo de perfeição.
Gonçalo, Rodrigo e Bernardo, 9ºC










PROJECTOS - 3º Ciclo


A propósito da leitura da obra de Manuel da Fonseca, Aldeia Nova ...

poemas e contos

NÉVOA

Andam pela rua
Pela ruela e pelo beco.
Mas pergunta-lhes onde andam,
Respondem sem alento.

Assustam as crianças,
E repelem os adultos.
Não interessam a ninguém,
São pobres e incultos.

Bêbados como Zé Limão,
Que vive só para morrer.
Que ora bebe para agradar,
Ora se agrada ao beber.

São eles os bêbados,
Coisas que vagueiam por aí,
Sem rumo,
Sem destino…

São eles os bêbados,
Homens com corações destroçados,
Que já amaram
E até já foram amados…
Joana Pereira
Rodrigo Varandas, 9º D

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ESCRITOS - 2º Ciclo



A VIDA NA QUINTA

A vida na quinta é muito divertida. Logo pela manhã, é preciso dar de comer aos animais, ou seja, pôr palha fresca ao cavalo e à vaca, dar comida aos porcos, aos carneiros, às ovelhas, aos vitelos, aos burros e à restante bicharada que por lá se passeia.
A correria começa cedo, com o transporte dos animais dos estábulos para as respectivas cercas onde vão passar o resto do dia. Às vezes, é muito complicado conduzi-los, pois, teimosos como são, alguns animais querem antes passear fora das suas cercas.
Mas ainda é preciso mais cuidado quando chega a hora de alimentar as galinhas, os gansos e o pavão com as suas penas coloridas, pois estes são bichos muito nervosos e agitados. Os gansos, com o seu pescoço muito esticado, parecem olhar o mundo de cima e as galinhas, com um ar tonto, andam às voltas à procura de um qualquer bocado de milho esquecido no chão.
Todos os animais da quinta gostam muito do calor do sol e de receberem a visita de pessoas, pois sabem que, nas suas malas, há sempre uma cenoura para o cavalo e para o burro e um pedaço de pão para as galinhas e para os gansos.
Mas nem todos os animais se portam bem na presença das visitas, pois as ovelhas mais velhas atropelam os pequenos cordeirinhos e não os deixam chegar às guloseimas. Os vitelos batem com os chifres uns nos outros e as galinhas bicam-se umas às outras.
De longe, o jardineiro, que cuida da horta, vai vigiando os animais e vai-lhes fazendo companhia, enquanto rega as árvores de fruto e as verduras que crescem um pouco mais em cada dia. Os dois cães da quinta estão sempre de guarda nas suas casotas, tendo como companhia os vários espantalhos que se agitam na horta consoante o vento os faz balançar.
Há uma semana, nasceu um gatinho na quinta e, para ele estar protegido, foi colocado numa pequena gaiola, onde passa os dias a dormir e a ronronar de satisfação. Ao seu lado, está a gaiola dos periquitos, que parecem agitados com a presença deste novo vizinho e agitam as penas, mostrando o seu ar assustado.
Os porcos pretos chafurdam na sua pocilga com um ar muito pouco limpo, mas muito divertidos. Estão cada vez mais gordos e preguiçosos e enchem o ar de guinchos ruidosos. Eu não gostaria nada de partilhar com eles a sua casa. Os cavalos relincham, as ovelhas balem, as galinhas cacarejam, os pássaros chilreiam, os burros zurram e os cães ladram, formando juntos uma música que enche o ar de barulhos e de sons.
Bom, e a noite vai chegando. Todos os animais recolhem aos seus estábulos. O silêncio vai chegando e já se ouve só o som da água do ribeiro e o som do vento por entre as árvores. O sol já se foi deitar e é a vez da lua e das estrelas mostrarem a sua luz. É mais um dia que acaba na quinta, mais um dia cheio de alegria, de cor e de vida.

Margarida Bessa
5º G




O GOLFINHO ABU

Abu era um golfinho muito belo, simpático e brincalhão. Um dia, viu uma rapariga muito bonita numas rochas e foi ter com ela.
– Olá, golfinho! Queres brincar?
Abu, para demonstrar que queria, mergulhou e, depois, deu um grande salto no ar. A menina sorriu e disse:
– Vamos jogar à apanhada, pode ser? Mas é dentro de água e tu tens uma grande vantagem!
Abu ficou contente. Depois de jogarem à apanhada, escreveu, na areia molhada, o seguinte:
– Podes falar-me sobre a Terra?
– Ok! Olha, a Terra é um lugar em que há sítios maravilhosos, com paisagens lindas, só é pena andarem a destrui-las, só para construírem mais prédios e fábricas. Estas criam muita poluição, o que não faz nada bem ao ambiente. Precisamos das árvores, são elas que nos dão oxigénio para viver. Os homens são muito maus, tens de ter cuidado... Também caçam animais só para ganharem dinheiro e assim perdemos muitas espécies, que estão em vias de extinção.
– Marisa, vem para casa! – chamou a mãe da bela menina.
– Adeus, golfinho! Ah, já agora... Como te chamas?
E Abu escreveu:
– Abu. Adeus, Marisa, gostei muito de te conhecer e falar contigo!
– Adeus. És muito simpático, amanhã venho para aqui outra vez. Até amanhã!
No dia seguinte, Abu e Marisa voltaram a encontrar-se, brincaram e falaram muito. Ficaram grandes amigos... pelo menos, na minha imaginação...

Madalena Coelho
5º E




UMA AMIZADE MARÍTIMA

Era uma vez uma sereia chamada Miranda. Ela tinha os cabelos negros como o carvão, olhos azuis como o mar e a pele delicada como a seda. Miranda era uma das cinco filhas de Tritão, o Rei dos 7 Mares. Era a filha mais velha, mas a mais irresponsável; era tímida, por isso não tinha amigos e também não era muito popular.
Um dia, enervou o seu pai, discutiu e foi para o seu quarto choramingar. Foi aí que teve a ideia de fugir do palácio.
Partiu à meia-noite para o abismo de fogo; era suposto ir para o coral das esmeraldas mas, como era de noite, enganou-se no caminho.
Assustada, teve de fugir de tubarões, polvos perversos e monstros marinhos.
Quando finalmente conseguiu parar para descansar, torceu a sua cauda e não conseguia nadar, já faltando pouco para sair do abismo.
Mas eis que, de repente, apareceram um peixe-palhaço e um cavalo-marinho, que viram Miranda e a salvaram. Passavam todo o tempo juntos depois desse acontecimento e juraram ser os melhores amigos para sempre.
Ana Eduarda Souza
5º E




HENRIQUE E O PÁSSARO FERIDO

Henrique era um menino muito simpático.
Numa tarde de sol, no fim-de-semana, Henrique foi à Serra de Sintra passear. Enquanto passeava, passou por uma árvore da qual caiu um animal. Era um pássaro ainda muito pequeno, que não tinha os pais perto dele para o proteger. O pássaro estava ferido na asa devido ao embate no chão, pois tinha tentado voar antes de cair, mas ainda não o sabia fazer.
– Oh! Coitado! É melhor levar-te ao veterinário para tratar de ti – disse Henrique, enquanto pegava nele com muito cuidado, para não o aleijar.
Quando chegou, Henrique contou o que tinha acontecido ao pássaro. O pássaro foi operado e, a seguir, apareceu com uma ligadura na asa.
– Ele vai ficar bom se alguém o proteger – disse o médico, com o pássaro na mão.
– Eu posso ficar com ele – disse Henrique.
Então, o médico deu-lho com muito jeitinho, para não o magoar. Partiram juntos para casa de Henrique, onde foram recebidos com muita alegria.
Ao fim de poucas semanas, Henrique apercebeu-se que a asa do pássaro já estava boa e também viu que ele já conseguia voar. Soltou-o pela janela e, a voar, seguiu o seu destino, sozinho e sem problemas.

Henrique Martins
5º A


O VALENTE CAVALEIRO

Era uma vez um cavaleiro que tinha uma armadura preta, uma espada sagrada, rodeada por uma luz roxa, um capacete muito resistente e um escudo tão potente que só com uma pancada matava um homem.
Era um dos melhores guerreiros do reino da Dragónia. Era capaz de combater contra fénix, hidras, dragões, ogres e ciclopes.
Um dia, o rei da Dragónia mandou-o ir salvar uma jovem que havia sido raptada por um mago maléfico.
Preparou o seu cavalo castanho, o mais veloz que possuía, e começou a sua viagem para o local onde o mago tinha levado a jovem.
Como era um valente guerreiro, nada o assustou e continuou o seu percurso até encontrar uma floresta cheia de ogres e outras criaturas horrorosas. Lutou com essas criaturas e, depois de as ter vencido, foi encontrar uma aldeia onde descansou e aproveitou para comer qualquer coisa, pois o seu estômago já reclamava com falta de alimentos.
Continuou a sua viagem logo pela manhã. Finalmente, encontrou o castelo do mago onde a jovem se encontrava sequestrada.
O mago, quando viu aquele cavaleiro, lançou um dos seus feitiços para assim o poder vencer. Mas o cavaleiro, com a sua espada sagrada, fez com que o feitiço voltasse para o mago e o transformasse num pobre sapo.
Sem ninguém que lhe pudesse fazer frente, o cavaleiro montou a jovem na garupa do seu cavalo e foi levá-la ao rei da Dragónia.
Quando o rei viu a sua amada a salvo, pegou num saco cheio de ouro e entregou-o ao cavaleiro, como recompensa pelo seu serviço.

Luís Carvalho 5º A




A FADA DA FELICIDADE

No país das fadas, a fada favorita da rainha era a fada da felicidade. Porquê? Porque trazia felicidade a toda a gente que estivesse zangada ou triste.
Essa fada tinha muitas amigas e, para além de ser muito honesta e feliz, era também bonita. Tinha cabelos louros encaracolados, olhos azuis, usava vestidos cheios de brilhantes e nunca largava a sua mala, que tinha a forma de um coração vermelho. Dentro dessa mala, estava o seu bloco de notas perfumado, a sua caneta cor-de-rosa e os seus pós da felicidade, que faziam as pessoas felizes e muito sorridentes.
Um dia, a rainha chamou-a aos seus aposentos e disse-lhe:
– O rei está muito doente. A bruxa malvada lançou-lhe um feitiço e, como sei que o mago do reino não sabe guardar um segredo, achei que podia contar contigo.
A fada da felicidade prometeu vir, no dia seguinte, com a solução.
Ficou acordada a noite inteira, no seu laboratório. Quando terminou a poção, os primeiros raios de sol incidiam nas flores que, cobertas de orvalho, abriam as suas pétalas graciosas.
Foi para o palácio, passando pelos caminhos mais curtos, pois estava com pressa, mas ao mesmo tempo ensonada.
Quando chegou, quem lhe abriu a porta foi um empregado com os olhos semicerrados e que lhe indicou a porta do quarto da rainha. Esta recebeu-a ainda de pijama, mas prontificou-se logo a ouvi-la. A fada deu-lhe a poção e ela foi rapidamente dá-Ia ao rei.
Ele abriu os olhos devagar e a rainha disse-lhe que foi a fada da felicidade que o ajudou. Ele agradeceu-lhe muito, ofereceu-lhe um colar cheio de diamantes e brilhantes e disse-lhe:
– Fica-te muito bem. A rainha tem um igual. Quando a fores visitar, leva esse colar. Ela lembrar-se-á que tu me salvaste a vida.
A fada da felicidade agradeceu muito ao rei e à rainha, e começou a usar sempre o colar que o rei lhe ofereceu.
Maria Inês Silva
5º C





O CARNAVAL

O Carnaval é uma época festiva
Cheia de máscaras e surpresas
Diversão e muitas brincadeiras
E aranhas nas sobremesas

No Carnaval aparecem os palhaços
Com as suas palhaçadas
Às vezes muito engraçadas e outras vezes sem graça
Mas sempre para nos animar

O Carnaval é muito divertido
Com muitos sustos e partidas
Muitas delas um pouco embaraçosas
E outras muito divertidas

Ana Mafalda Maló Hipólito
Nº2 6ºN

(Carrega no título e visualiza o documento)













A PEQUENA LAGARTA
Era uma vez uma pequena, muito pequena, mas mesmo muito pequena lagarta, que se chamava Lita e vivia numa quinta junto a um lago.
Ninguém gostava da pobre Lita! Ela não tinha amigos e todos os seus conhecidos gozavam com ela, por ser pequena, lenta e feia. Por esse motivo, a Lita achava-se desajeitada e sem graça e estava sempre triste, o que não ajudava a sua situação.
– Ela é tão feia! Ah, Ah, Ah! – dizia a minhoca, a rir-se às gargalhadas. Apesar de ser tão feia quanto a Lita, a minhoca verde achava-se a mais habilidosa e esbelta de toda a espécie de rastejantes.
– Ela é tão lenta! – exclamava o caracol. Mais lento do que a Lita, o caracol justificava a sua falta de rapidez por gostar de passear-se com a sua bela casa às costas.
– Ela é tão pequena! – gritavam todos ao mesmo tempo à volta da pobre Lita. Muito embora todos os que a criticavam fossem tão ou mais pequenos do que ela, isso não os impedia de gozarem com a lagarta que, assustada, se escondia de tudo e de todos.
Certo dia, a lagarta ficou escondida durante tanto tempo que ficou presa no seu próprio casulo. Do cima da árvore onde se tinha instalado, podia ver e ouvir as conversas dos restantes animais, que se questionavam sobre o que lhe podia ter acontecido.
– Provavelmente foi comida por aquele passarão que sobrevoou a quinta, a semana passada. – diziam uns.
– Não! – exclamavam outros. – Ela escorregou e foi comida pelos peixes do lago.
Com a chegada da Primavera, a pequena lagarta começou a sentir-se apertada no seu casulo. Ela achava-se estranhamente diferente, com vontade de voar.
Numa soalheira manhã, a lagarta deixou o seu casulo e inesperadamente voou, voou, voou. Passou por cima do lago e olhou para baixo, observando os peixes vermelhos que salpicavam o azul das águas do lago. Maravilhada, mirou uma elegante e colorida borboleta, cuja imagem se reflectia no lago. Misteriosamente, a imagem da borboleta seguia-a para todo o lado. Aproximou-se da beira do lago e sentou-se a descansar. Debruçou-se sobre o lago para ver a sua imagem e deu um grito, assustada. A bela borboleta estava a olhar para ela, como se fosse o seu espelho. Voltou a olhar e voltou a ver a borboleta. Com alegria, compreendeu que se tinha transformado e que o seu corpo de lagarta era agora o de uma deslumbrante borboleta. Voou, então, para junto dos seus conhecidos e disse:
– Olá, eu sou a Lita! Lembram-se de mim?
A minhoca e o caracol olharam espantados para a bela borboleta e, de imediato, reconheceram os olhos da lagarta que, agora, apresentavam um brilho de felicidade. Invejosos, exclamaram com pouco entusiasmo:
– És uma bonita, grande e veloz borboleta!

Sara Silva
5º C

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PROJECTOS


Aqui estão alguns dos projectos do 8ºC do ano passado. Leiam e enviem a vossa opinião.



LIVRO DE CONTOS
(Carrega nas imagens e descarrega o ficheiro)



LIVRO DE POESIA





















REVISTA









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CONCURSO
Logo no início do ano, algumas turmas do nono ano participaram no concurso da VisãoJúnior - 3 objectos para uma ilha deserta.
Apresentamos-te alguns dos escritos. Esperemos que gostem e comentem.




Sozinho na pouco real ilha de Miragem
Estava eu sentado numa daquelas cadeiras desconfortáveis, típicas dos nossos queridos centros de saúde nacionais, à espera de ouvir o meu lindo nome, o qual vos passo a apresentar: Rafael Galina, num dos altifalantes da sala de espera, a suar em bica devido ao extremo calor sentido nesse dia, farto de ler revistas antigas, como, por exemplo, uma “Visão” de Outubro de 1993, quando me virei para uma senhora que estava ao meu lado e suspirei:

- Ai... O que eu daria para estar numa ilha tropical...
Pena tive eu quando soube que o meu suspiro foi em vão, visto que a senhora era surda. No entanto, isso não interessa para nada pois, ao fim de mais ou menos 3 horas, lá obtive a minha consulta de rotina, destinada principalmente a uma revisão sobre os meus problemas de asma.

Eram já umas tardias dez horas da noite, quando cheguei a casa, cansado de todo aquele centro de saúde, de toda aquela espera, de toda aquela consulta... Deste modo, e como não tinha fome, deitei-me logo na minha cama, onde dormi toda a santa noite. Nem esperei pela minha mulher, a Clara, que nesse dia ainda estava a trabalhar.
Já no dia seguinte, acordei sobressaltado à procura do candeeiro da mesinha de cabeceira, como normalmente faço. Como não o encontrei, abri os olhos... Eis então que percebo que estou numa praia, por sinal muito quente. Olhando para trás e ouvindo o som de araras, deparo-me com uma imensa e densa selva. Bem, sendo assim, só poderia estar em território tropical. “Seria então uma ilha ou apenas uma região? Estaria sozinho? O que haveria eu de fazer?”
De repente, cortando-me o pensamento (que é de resto uma das coisas que eu odeio que me façam), uma voz grave faz-se ouvir:

- Bom dia, Sr. Rafael!
- Como é que sabe o meu nome? – respondo eu apressadamente.
- Isso agora não interessa. A única coisa que lhe posso dizer é que o senhor se encontra numa ilha deserta, a ilha de Miragem, onde irá ficar por algum tempo. A única coisa que me pode pedir são três, e apenas três, objectos. Aconselho-o, portanto, a escolher coisas úteis e simples... – afirmou a voz.
- Ah... Pois... Sim... Vamos lá a acabar com este sonho... – disse eu, beliscando-me de seguida.

- Eu não me fiava nisso. – respondeu-me a voz. – A dor que o senhor sente parece-me muito real...- avisou-me a voz.
- Bem, talvez... – afirmei eu, já com os braços vermelhos de tantos beliscos. – Mas, então, diga-me o que faço aqui!
- Como já disse, não lhe posso contar nada sobre isso, nem contarei. Ou me pede os três objectos ou nunca mais falo consigo. – avisou a voz.
- Está bem... Isto tem electricidade? – perguntei eu.
- Parece-me óbvio que não, se é deserta, ou seja, não tem ocupação humana... – disse-me a voz com desprezo.
- Muito bem... Sendo assim, pode ser um canivete suíço, que me parece uma escolha bastante boa devido à sua utilidade. Além disso, a minha bomba asmática também é indispensável. Para finalizar, e como também tenho pavor a insectos e me encontro numa ilha tropical, o melhor é pedir um insecticida. Só é pena não puder sair daqui. Olhe que eu sou um adulto muito frágil. Tire-me daqui!! – pedi eu, desenfreadamente.

- Cale-se, por favor! Que coisa estranha... Bem, os seus desejos serão realizados, dentro de pouco tempo. Espere um pouco. Adeus e boa estadia!
Foi com estas palavras que a voz se despediu de mim, deixando-me ainda mais confuso. “Quem estaria a falar comigo?” Como sou ateu, não acreditei que fosse Deus.
Mesmo assim, é normal pensarmos nisso em casos destes, especialmente eu, que sou um adulto um pouco infantil, confesso.
Seguidamente, e diria no tempo certo, os três objectos aparecem-me à frente. O primeiro que utilizei foi a bomba asmática, visto já estar a ficar um pouco com falta de ar devido a tanto nervosismo. Depois, como estava com fome, dirigi-me a um dos muitos coqueiros que se encontravam ao longo da praia e retirei um dos seus frutos. Utilizando o canivete, cortei-o com alguma dificuldade e matei a minha fome. De repente, surge-me à frente um insecto enorme parado no tronco da árvore. Foi realmente a melhor altura para o fazer, pois já estava a ficar assustado... Assim, percebi realmente a qualidade das minhas escolhas de objectos e fiquei orgulhoso de mim mesmo. No entanto, o orgulho foi rapidamente substituído por um misto de medo, preocupação e impotência. Este último era talvez o sentimento abrangente, pois a única pergunta que me vinha à cabeça era: “O que posso eu fazer?”
O resto do dia passei-o a pensar e a utilizar a minha bomba asmática, escondido nos meus próprios braços. Adormeci devido aos meus próprios nervos. Nem sequer ouvi os medonhos sons da noite.
Na manhã seguinte, acordo com o som ensurdecedor das araras a cantar. Pior ainda foi que estava a chover... Sendo assim, tive de me deslocar para a floresta, onde me protegi debaixo de uma palmeira. Logo de seguida, lembrei-me dos animais perigosos que ali poderiam existir e voltei à praia.(Sim, como já deu para entender, sou um adulto com muito medo.) O melhor local que encontrei para abrigo foi uma minúscula gruta rochosa perto do mar. Assim, para lá me desloquei...
Qual não é a minha surpresa quando, sem nada prever, encontro uma câmara de filmar dentro da gruta. Pensando bem, aquilo era de certeza sinal humano. Deste modo, comecei a gritar por ajuda, para que alguém me ouvisse. Ninguém respondeu... Com os nervos que tinha, decidi partir a câmara. Passado pouco tempo, por de trás de toda a floresta surgiram homens e mulheres carregados de material para filmagens. Como é óbvio, pedi explicações. Disseram então que aquilo tudo eram gravações para um novo reality-show da televisão nacional e eu era um dos concorrentes. Então, perguntei porque é que me tinham escolhido e porque é que não me avisaram sobre nada. Obrigatoriamente, começaram a contar: como tinham ouvido o meu suspiro no centro de saúde, seguiram-me até ao meu próprio lar. Aí, perguntaram à minha mulher, que nesse dia tinha chegado mais tarde a casa, como vocês sabem, se gostaria que eu participasse no programa. Explicaram-lhe o formato e ainda lhe disseram que iria concorrer com mais três pessoas que sabiam tanto quanto eu sobre aquilo tudo e que estariam, e estavam realmente, situadas noutras partes da ilha, separadas de mim por paredes escondidas na floresta. O prémio final para quem sobrevivesse mais tempo naquele ambiente era de 15 milhões de euros. A Clara (minha esposa), doida como é por dinheiro, aceitou, pensando ingenuamente que eu também aceitaria. No dia seguinte, já estava na ilha. Os responsáveis pelo programa tinham-me adormecido com uma substância não perigosa para a minha saúde, que mesmo assim é proibida no nosso país. Deste modo, não acordei durante a viagem que fizemos no jacto particular da estação televisiva. Tudo isto sob aceitação da minha mulher.
Finalmente, falta-me só contar a minha situação actual. Passados quinze dias desde o primeiro dia que cheguei à ilha de Miragem, nome escolhido pelo desejo que as pessoas tinham de ganhar dinheiro, sinto-me bem, apesar dos problemas que tenho. Devido ao facto da minha esposa me ter inscrito no programa, já iniciei um processo de divórcio. Além disso, juntamente com os outros concorrentes, instaurei uma queixa no tribunal contra o programa , o qual nem chegou a estar no “ar” e que seria a maior produção alguma vez feita em Portugal. Segundo o meu advogado e a imprensa, eu e os outros participantes poderemos vir a receber uma indemnização de 10 milhões de euros devido ao facto da realização do programa não ter informado os concorrentes sobre as regras e devido também a danos morais. Além do mais, a minha mulher deverá responder ao juiz por cumplicidade junto com todos os outros familiares que inscreveram os meus colegas nisto tudo. Já para não falar nos responsáveis da estação televisiva, já falida, que deverão apanhar uns bons anos na cadeia. Bem, que grande trapalhada... - pensarão vós, com toda a razão. Neste momento, só me resta assim esperar pelo dinheiro para recomeçar a minha vida. E dou-vos um conselho: não voltem a suspirar alto... Nem que seja para pessoas surdas...

Diogo e Gonçalo, 9ºC




sexta-feira, outubro 26, 2007

NOVIDADES


ANO LECTIVO 2007/2008

ESCRITORES NA NOSSA ESCOLA


Ana Zanatti


João Aguiar


Luísa Ducla Soares


Domingos Galamba





Dia do Patrono-Roteiro Cultural de Língua Portuguesa

No Dia do Patrono da nossa Escola realizou-se mais um Roteiro Cultural de Língua Portuguesa. Os participantes do Roteiro foram alunos seleccionados em cada turma e que partiram à descoberta pela escola, numa verdadeira “caça ao tesouro, das respostas às perguntas feitas, através das pistas dadas em cada etapa. No final, as equipas vencedoras foram as que acertaram em mais perguntas, em menor tempo.



Em breve daremos a conhecer os resultados e os prémios atribuídos!



Campanha de pilhas e pilhas de livros !!!!!

Já sabes da última?
Não? Estás tão desactualizado…
Parece que a nossa escola está inscrita numa nova campanha do Modelo e se ganharmos, oferecem-nos uma maravilhosa pilha de livros. Mais exactamente 1000 euros em livros.
Por isso já sabes, traz as tuas pilhas e ajuda-nos a ganhar este fantástico prémio!


AINDA Luísa Ducla Soares
A ENTREVISTA...finalmente

- Onde arranja inspiração para os seus livros?
Eu posso inspirar-me em qualquer sítio. Desde um assalto num comboio, até a uma nuvem com forma de elefante. Eu penso que a inspiração não tem lugar definido. Apenas preciso de um pouco de silêncio para escrever.

- Como surgiu o seu primeiro livro?
O meu primeiro livro não era nem para crianças nem para jovens. Chamava-se O Contrato e era um livro de poemas. O meu segundo foi A História da Papoila que foi feito um pouco como brincadeira, mas que condicionou a minha vida como escritora.

- Tinha alguma intenção especial quando escreveu O Crime no Expresso do Tempo?
Eu pessoalmente gosto muito de pensar no futuro e não no passado. Gosto de pensar no futuro, pois é bastante importante, principalmente para vocês jovens que ainda têm muito pela vossa frente.
E um dos grandes factores que contribuiu para o ter escrito foi o grande gosto que eu tenho pela ficção científica.

-Quando é que surgiu a sua paixão pela escrita?
A minha paixão pela escrita apareceu quando tinha 10 anos. Mas também porque tive bastante sorte em ter tido uma professora de Português que me apoiava, e naquela altura ela era a única a incentivar-me. Mas também não me apoiava muito, porque eu, em vez de estudar, escrevia.

- Onde arranja os nomes das personagens dos seus livros?
Às vezes, há personagens baseadas em figuras reais, outras são inventadas, outras são uma mistura. E até me divirto bastante com a criação das personagens, pois às vezes, quando me quero “vingar” de uma pessoa, crio uma personagem um pouco “parva”. Ao menos, divirto-me com isso sem as pessoas saberem.

- A escrita já é “coisa” de família?
Sei que o meu pai escreveu dois romances. E ele sempre me incentivou a escrever. Ele sabia muita poesia erudita. E penso que foi uma grande influência para ser a escritora que sou agora.

-Já tem novos livros a serem publicados?
- Sim. Já tenho livros na tipografia. Uma dramatização da história da cigarra e da formiga, O canto dos Bichos, poemas sobre animais, A fada Palavrinha e o gigante das bibliotecas e um livro sobre o Natal.

- Qual foi o momento em que mais se emocionou na sua carreira?
O momento que mais me emocionou na minha carreira foi darem o meu nome a uma escola em Lisboa. Penso que gostam muito de mim e mantenho-me sempre em contacto com eles.


A escritora Luísa Ducla Soares tem pena de não ter um blog. Não tem tempo para ter um e colocar o que se comunica através do computador, pois o que interessa é aquilo que se transmite, o suporte não interessa muito.

Antigamente, participou numa parte de um jornal destinada às crianças, mas a censura era tão grande, pois cortavam-lhe textos de “alto a baixo”. Então não havia informação suficiente e havia sempre “buracos” nos jornais.

A sua paixão pela escrita surgiu quando tinha dez anos. Diz que “teve sorte” porque a sua professora de Língua Portuguesa a apoiava bastante. Em casa, em vez de estudar, punha-se a escrever histórias às escondidas.
Quando o escritor José Saramago a desafiou a escrever seis livros num ano, a partir daí nunca mais consegui parar.





Chega-nos uma grande novidade ao blog!







No passado mês de Março, uma aluna da nossa escola do 7ºA, a Priscila Pires, enviou o seu texto “ Animais como eles não há iguais!”, publicado aqui também no nosso blog na secção ESCRITA EM DIA, para um passatempo da revista VISÃO JÚNIOR. Na edição de Abril da VISÃOJÚNIOR o título do texto e o nome de quem o fez apareceu na revista, avisando também que estaria publicado no site da VISÃOJÚNIOR. Como surpresa a Priscila irá receber…um boné!




28 de JANEIRO - LUÍSA DUCLA SOARES NA NOSSA ESCOLA



Neste dia, a escritora falou com os nossos alunos que colocaram questões sobre a sua vida e obra. Brevemente, contar-vos-emos mais pormenores...estejam atentos!







Entretanto, aqui vai um dos textos escritos pelos nossos alunos, a partir do conto "Crime no Expresso do Tempo"
A leitura a produzir mais escrita. Obrigada, Luísa!








MÁS DECISÕES
Havia dois anos que Marco, o maquinista, conduzia o expresso do tempo. Todas as manhãs, entrava ao serviço às 06:00 e deixava o serviço às 22:30, um trabalho muito duro, não acham?
Num belo dia de Verão, todas as pessoas se estavam a divertir, excepto Marco que estava a cumprir o seu dever. Marco, por vezes, achava o seu trabalho um pouco aborrecido, mas depois logo se punha alegre por pensar que iria conhecer novas pessoas, visitar novos países e saber como seria o mundo no futuro ou mesmo no passado, bom, mas vamos passar ao que interessa. Nesse tal dia de Verão, Marco estava a pensar em desistir do seu emprego, pois nos últimos três meses tinha tido pouquíssimos serviços, já para não falar do pouco dinheiro que tinha recebido nesse mês e nos anteriores. Então estava a preparar-se para apresentar a sua carta de demissão, quando de repente reparou numa fileira de pessoas que se prolongava e prolongava e prolongava até que não se via o fim e que começava numa secretária muito iluminada onde estava o Mr.Brown, com um ar muito atarefado. Marco dirigiu-se a ele e perguntou-lhe:
- Quem são estes, Mr.Brown?
- São as pessoas que querem concorrer ao teu lugar.
-Mas este trabalho é medíocre - disse ele por entre dentes.
- Não é isso que eles pensam.
Marco reparou num alto sujeito encostado à parede, olhando fixamente para ele. Em seguida essa pessoa dirigiu-se a Marco para falar com ele e disse:
- Esse acto foi pouco esperto, deixar este trabalho ahn!, pois amanhã, se bem me lembro, é o dia da viagem inter-galáctica e caso não saibas é o dia em que o maquinista do expresso do tempo escolhe as viagens para os passageiros, por isso é que o Brown te mentiu, dizendo que as pessoas estavam a concorrer ao teu lugar e em vez disso estavam a comprar bilhetes para viajar contigo amanhã.
- Mas nunca tanta gente quis andar no expresso, como é que este ano querem vir tantas?
- Exacto, Marco! Não são as visitas que os fascinam, és tu, porque nunca em tempo algum existiu um maquinista tão bom e, como sabes, conduzir o expresso do tempo não é pêra doce.
- Pois tens razão. Existem as rochas mórbidas, os buracos sugadores, os raios mega violeta e também as erosões cósmicas, mas eu acho que consigo passar por tudo isso.
- Por isso é que todos te acham o melhor. Bem, como é? Ficas ou vais?
- Bom hummmmm vou voltar e é para sempre.
No dia seguinte Marco tinha o expresso a rebentar pelas costuras e a viagem que iria realizar seria a evolução do Homem desde do Australopiteco até ao Homem actual.
E assim Marco todos os anos passava momentos aborrecidos, mas vivia feliz sempre a pensar no dia da viagem inter-galáctica.
Rui , 7º E
















AINDA O NATAL

Os nossos alunos participaram na actividade dinamizada pela Biblioteca da nossa Escola, escrevendo pequenos contos, mensagens e poemas de Natal. Mostramo-vos alguns exemplos e esperamos a tua opinião.























CONCURSO



Já foi escolhida a vencedora do concurso "Um texto para uma imagem". A Tamara Mangericão brindou- nos com um belíssimo texto. Esperemos que gostem.





"Ali fomos mais felizes. Porque foi naquela simplicidade que a relva transpirou, que o teu peito se abriu ainda mais e os teus braços me deram colo e um pouco mais de tudo. Ali fomos mais nós” – lia em sussurros a jovem e continuava por entre eles – “Porque foi ao sol e no meio da sombra que ganhaste outra cor. A verdade que sobe dos pés à cabeça e fica por ali a meio corpo, a olhar a janela por dentro. Ali fomos dois”, e fechava o livro num suspiro, tentando imaginar tudo o que lera. Nesta tarde tipicamente primaveril, em que os pássaros cantavam melodias da esperança, uma jovem de nome Brigitte lia num sofá, que estava numa sala com duas portas de vidro para o jardim do palácio. Brigitte gostava de ler, gostava de imaginar-se na pele dos protagonistas, e lia por entre sussurros, não gostava de ler para si, gostava de acreditar que alguém a estava a ouvir, gostava de sentir as palavras passearem pelos seus lábios. E lia muito. Após o almoço em família, sentava-se no sofá que tinha almofadas de veludo, recostava-se e começava a ler. Apenas quando vinha a noite parava a sua leitura. Um dia, Brigitte acordou mais cedo que o costume, banhou-se, vestiu-se, perfumou-se e ficou parada à espera que algo acontecesse. Decidiu sentar-se no seu sofá das almofadas de veludo, tirou o seu livrinho da gaveta da cómoda que estava ao lado sofá, e começou como sempre a sussurrar a leitura. Entretanto chegou a hora do almoço em família, a donzela estava tão concentrada que balbuciou que estava sem fome, continuou a leitura por entre a tarde. A noite tinha chegado, mas Brigitte não parava, o livro estava a meio, e ela insistia que o iria acabar, continuava a ler, mas como sempre, pausadamente e nos seus sussurros. O seu pai chamou-a, era tarde, pediu que esta fosse para os seus aposentos descansar. Mas Brigitte ignorou o pedido, e continua a ler. Estava viciada no livro. Era um vício maior que o carinho de roçar a língua pela boca, como que molhar os lábios sem ter sede, e numa frase entregou-se ao desejo da leitura, e perdeu-se no meio de tantas frases, perdeu-se no meio, sem se lembrar do princípio e sem encontrar o fim.
Tamara Mangericão, nº 17, 8ºC






16 DE NOVEMBRO

1922 - Nasce José Saramago

A
16 de Novembro de 1922, nasce, em Azinhaga (Ribatejo), José de Sousa Saramago, escritor português galardoado, em 1998, com o Nobel da Literatura.
José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18. Seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não perfizera três anos de idade. Toda a sua vida tem decorrido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadas na aldeia natal. Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas.
No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista "Seara Nova".
Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal "Diário de Lisboa" onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do "Diário de Notícias". Desde 1976 vive exclusivamente do seu trabalho literário.




SÃO MARTINHO



A turma G do 6º ano comemorou o São Martinho de uma forma peculiar...aqui vos deixamos um exemplo.







Centenário do nascimento de

MIGUEL TORGA
Miguel Torga chamava-se, afinal, Adolfo Correia da Rocha. Nasceu há cem anos, a 12 de Novembro de 1907, e foi autor de livros como Bichos e Novos Contos da Montanha. Trás-os-Montes, a região onde o escritor, poeta e dramaturgo nasceu, está quase sempre presente nos seus escritos.
Foi várias vezes premiado, nacional e internacionalmente, sendo-lhe atribuídos, entre outros, o prémio Diário de Notícias (1969), o Prémio Internacional de Poesia (1977), o prémio Montaigne (1981), o prémio Camões (1989), o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992) e o Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993).


Dia das Bibliotecas

O Dia Internacional das Bibliotecas Escolares comemorou-se a 22 de Outubro de 2007 (uma segunda-feira como sempre).

A comemoração deste dia pretende relembrar a importância das bibliotecas escolares na promoção do sucesso escolar.
E já que está aqui, aproveite para conhecer como a nossa escola e o Departamento de LP, em particular, aderiu à iniciativa.



O DIA DAS BIBLIOTECAS NA NOSSA ESCOLA

No dia 22 de Outubro comemorou-se o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares.
Nesse dia, a minha turma foi à biblioteca. Veio à escola uma antiga professora de Língua Portuguesa que, pelo que sei, deixou boas recordações aos seus alunos e terá sido uma óptima professora.
Começou por nos ler uma carta que o “Representante dos Livros” tinha escrito para nós. Ele era um livro já muito velho. Depois mostrou-nos dois textos, um em prosa e outro em poesia e mandou-nos escolher um deles. Nós escolhemos o texto em poesia, e a professora leu-o para nós.
De seguida falou connosco sobre a importância dos livros e sobre o que eles nos querem transmitir.Também escrevemos numa folha aquilo que o livro significava para nós. Essa folha foi afixada biblioteca da escola.
Quando regressámos à sala de aula, a nossa professora de Português elogiou-nos pela nossa participação.
Eu acho que os livros nos transmitem a sabedoria, a imaginação e a criatividade, são como uma porta que se abre e que nos faz entrar nas
personagens das histórias.
Daniela Gonçalves
6ºF nº8






LIVROS E MAIS LIVROS














Pois bem, eu sou um livro engraçado, melhor dizendo, eu sou o Capitão Cuecas.


Eu sou um tipo de livro cómico, nada chato. Tenho uns amigos que são muito aborrecidos que até adormeço. Normalmente sou mais requisitado por crianças e adolescentes e em geral toda a gente gosta de mim, porque, ao ser cómico e simpático, fico muito sociável.
O meu pai é muito culto e espesso, o nome dele é Atlas do Mundo. É especialmente visto por adultos e jovens curiosos.
A minha mãe é um livro de receitas com os cozinhados da mais conhecida mulher cozinheira com o nome de Ambrósia. Ela sabe tudo de culinária e é vista normalmente por mulheres, que querem imitar os petiscos da famosa "Ambrósia". Posso dizer que tenho uma família perfeita.
Ah, esqueci-me de falar sobre o meu irmão mais novo. O nome dele é o Hipopótamo Amarelo. Ele é muito querido!
Vou falar também do meu avô que é um grande sábio e quer que falemos sempre com correcção. Decerto que já adivinharam o que ele é. Pois bem, ele é nada mais, nada menos que o Dicionário Português/Português.
Tenho pena que a minha avó não tenha durado muito tempo, porque o filho do homem que estava a lê-la "esfaqueou-a" com uma tesoura.
Só para terem uma ideia, ela tinha 458 páginas e 364 tinham sido recortadas. Será que adivinham o que a minha avó era?
Bem, de qualquer maneira eu vou dizer. A minha grande avó era um Prontuário dos grandes, por isso os meus avós faziam um casal e peras.
Eu, como já disse, confraternizo com toda a gente menos uma pessoa - Como ficar mais convencido e charmoso, pois bem, ficar mais "convencido" é impossível. Ainda por cima, mete camadas e camadas de perfume e ninguém consegue aguentar ficar ao pé dele.
Ainda há bem pouco tempo andamos à "bulha". Meu Deus, eu dei-lhe um "murro" na página 52 e 61, que se pode dizer que ele ficou "KO".
A minha vida é assim, tenho pessoas que eu adoro e tenho pessoas com quem convivo de uma forma completamente diferente.
Independentemente disso, nós, livros, somos uma grande comunidade que adora "saciar" o gosto que as pessoas têm. É que cada livro trata de diversos temas e, geralmente, sempre interessantes.
Gonçalo Jardim, 7º E



A BIBLIOTECA PERDIDA

Estava uma linda noite de Verão e eu estava sentada no jardim da minha casa a pensar sobre a aula que tinha tido naquele dia.
A minha professora tinha falado de uma biblioteca, muito grande, que tinha existido há muito tempo, mas não tinha percebido porque é que ela tinha desaparecido, quer dizer, tinha estado a aula inteira a falar e a brincar com os meus colegas e não tinha prestado atenção. Uma coisa é certa, eu tinha de saber porque era essa biblioteca tão famosa e a sua história, pois todas as coisas têm uma história.
Pensei, pensei e cheguei a uma conclusão: a melhor forma de descobrir era ir pedir ao senhor José para me contar a história dessa magnífica biblioteca. Não sei se conhecem o senhor José. Ele é um homem velho, de barbas brancas e amigo das crianças. Mas o mais interessante é que ele é um mágico, melhor, uma autêntica biblioteca: sabe tudo sobre tudo e conta-os histórias magníficas.
Entrei na sua pequena loja e expliquei a minha dúvida acerca da biblioteca. Depois de ela me ouvir com atenção, pôs se a pensar e passado um pouco, vi um grande sorriso na sua cara.
- Já sei! Já sei qual é essa biblioteca!
Eu fiquei radiante e sentei-me numa cadeira ao lado dele.
- Segura-te bem, pois vamos andar para trás, até ao século IV D.C.
“Há muitos, muitos anos, havia uma cidade no Egipto muito importante, aliás a mais importante do Egipto, chamada Alexandria. Lá reuniam-se todos os grandes sábios e filósofos, pois esta cidade tinha um grande museu, muito conhecido, e uma enorme biblioteca. Essa biblioteca era, naquele tempo, a maior biblioteca do Mundo – Há quem diga que essa biblioteca tinha um milhão de livros”.
- Mas vou-te contar uma história que poucos conhecem.
“ No antigo Egipto, tal como hoje em dia, não existiam apenas grandes cidades! Havia também grandes desertos, onde viviam tribos nómadas.
Um jovem pastor de uma das tribos do deserto da Líbia, dirigia-se para Alexandria levando consigo centenas de camelos, para trocar alguns deles por bens que necessitava. Quando se aproximou de Alexandria, viu uma coluna e foi logo averiguar o que era. Ao chegar ao local, viu um grande edifício a arder, mas como era a primeira vez que ia a Alexandria, não se apercebeu que aquele edifício era a famosa biblioteca. Mesmo assim, entrou na biblioteca, tirou tudo o que conseguiu e pôs todos os livros e manuscritos nos camelos. Ele queria esperar pelo dono para lhe devolver as coisas, mas começou a gerar-se uma grande confusão. A multidão estava em pânico e quando olhou para a biblioteca, viu que aquela grandiosa preciosidade estava toda a arder, não havendo salvação possível! Decidiu então abandonar o local e guardar todo aquele material numa gruta que ele bem conhecia. Tencionava voltar a Alexandria para devolver tudo, quando os ânimos acalmassem.
No entanto, quando voltou à cidade, descobriu que tudo o que tinha guardado fazia parte de uma grande biblioteca que tinha sido destruída, e que os novos senhores da cidade não concordavam com o conteúdo dos livros da biblioteca. Por esse motivo, não revelou a ninguém o local onde os tinha escondido.
Há quem diga que os livros permaneceram intactos e que algum dia havemos de os descobrir. Outros acham que já não existem ou que algum animal os destruiu.
Isso só Deus é que sabe!!!



Mariana Rodrigues, 7º A













ESCRITA EM DIA

ANO LECTIVO 2008/2009

ANO LECTIVO 2007/2008

O MECÂNICO ASSOMBRADO

Era uma vez um homem chamado Alberto. Era mecânico e vivia na cidade, numa pequena casa.
Alberto era um homem de trabalho que tinha uma família para cuidar, dois filhos e esposa que trabalhava em casa.
Alberto trabalhava numa oficina, onde se sentia muito explorado, pois ganhava pouco e trabalhava noites e noites seguidas para poder chegar com algum dinheiro a casa.
Certo dia, tão cansado estava de tanto trabalho, que não era reconhecido, e de tanto barulho e confusão da cidade que resolveu ir com a família para o campo, para uma quinta muito velha que herdara.
Como se tinha despedido, todos os dias ia até à banca de jornais comprar um jornal onde procurava emprego.
Quando menos esperava, viu no jornal o seguinte pedido:
Precisa–se de mecânico experiente / 9289568589
Alberto quis agarrar a oportunidade e ligou logo a marcar uma entrevista. Deram-lhe uma morada perto da quinta. Apesar de desconhecer a rua, Alberto lá foi, pois precisava do emprego. Quando chegou à morada dada, encontrou uma casa muito velha que fazia lembrar uma casa assombrada. Alberto teve um enorme medo, mas pensou que se não entrasse naquela casa assustadora, a sua família poderia morrer de fome.
Alberto, a muito custo, entrou na casa e, para seu espanto, viu máquinas potentes e motores. De repente surgiu um homem atrás de si e Alberto assustou-se. Era o dono da oficina, que o convidou a ir até ao seu gabinete. Alberto aceitou e foi então que o dono da oficina lhe contou a sua história e o porquê de ter aquela casa assim tão velha e assustadora. Alberto ouviu a história, atentamente, e aceitou o trabalho.
Depois da entrevista e já mais confiante, Alberto foi visitar a oficina e começou logo a trabalhar.
Passado algum tempo, quando já estava mais equilibrado economicamente, Alberto arranjou a velha quinta para onde tinha ido viver com a família. A quinta nem parecia a mesma! Os filhos começaram a ir à escola e foram felizes para sempre na sua quinta.


Moral da história: Nunca devemos desistir. Devemos ser persistentes
Sérgio Mendes, 7º C


“Perda de Tempo”

Pura perda de tempo
tudo o que escrevo,
são sonhos
talvez saudades,
são desabafos de alma,
é uma desvairada mão
que não resiste a escrever
o que lhe vai no coração.
Pura perda de tempo
uma alma que dita mudanças,
que grita ilusões,
apenas uma mente a transbordar
loucuras,
Escrevo,
e sinto-me feliz…
Unicamente,
Pura perda de tempo!

Mariana Freire, 7ºA



Zorbas, o cumpridor

“Kengah olhou para o céu, agradeceu a todos os bons ventos que a haviam acompanhado e, justamente ao exalar o último suspiro, um ovito branco com pintinhas azuis rolou junto do seu corpo impregnado de petróleo.”
Ao ver a sua amiga muito doente, Zorbas foi em busca de auxílio e a verdade é que em poucos minutos já estava de volta com os seus amigos gatos, Rico e Pató. Mas… nada feito. Ao chegarem, já Kengah tinha deixado o seu “ovito branco com pintinhas azuis” ao encargo de Zorbas.
Ao verem aquele quadro, os gatos ficaram de boca aberta e de bigodes descaídos, tal era a tristeza. Um ovo órfão!
Zorbas era um gato cumpridor e amigo do seu amigo e, neste caso, amigo da bonita gaivota que o tinha deixado devido à pouca consciência e responsabilidade do Homem. É só poluição! Marés negras a matarem as aves!..., a matarem os peixes, a poluírem as águas e a atmosfera!
— Onde é que já se viu isto? Ovos sarapintados…órfãos! — reclamava o gato, enquanto contava aos seus amigos a promessa que tinha feito a Kengah.
— Amigos, vocês vão ajudar-me, pois eu prometi não comer o ovo, cuidar dele até que nasça a gaivotinha e ensiná-lo a voar — disse Zorbas.
— O quê ?! ensinar um ovo a voar?— perguntaram os amigos.
— O ovo?...não, a pequena gaivota que vai nascer!—respondeu Zorbas.
— Vai dar no mesmo! Ensinarmos a voar?!— disseram Rico e Pató.
— Bem, antes que seja tarde, vocês levam a Kengah para a beira do lago e deixam-na tapadinha com folhinhas das árvores, para que fique descansada e eu, como tutor, só vou encarregar-me de proteger o sarapintado, como prometi, e até porque ele já deve ter ouvido falar de mim — disse o gato todo contente do seu papel.
Passado algum tempo, já Zorbas andava muito cansado por tanto cuidar do seu ovo — sem nunca ter pensado em o comer! — quando começou a ouvir uns barulhos estranhos que vinham de dentro do ovo. Logo se apercebeu que a pequena gaivota iria nascer. Ficou desesperado, nervoso, até parecia que ele, um gato de linhagem pura, ia ter um filho gaivota!
Pediu ao cão da aldeia, o Rafa, para lhe chamar Rico e Pató.
Depressa chegaram todos, mas já a Sarapintada tinha nascido. Era pequenina e muito feiosa, nem penas tinha!
— Não é parecida com a mãe— disse o gato.
— Nem com o pai— disseram os amigos a gozar com Zorbas.
Desde este momento, muitos foram os cuidados e carinhos, e Zorbas esteve sempre presente na educação da sua gaivota. Sempre lhe deu de comer e andavam sempre juntos a passear.
Um dia, Zorbas falou a sério com a Sarapintada e contou-lhe a triste história da mãe e de como ela se devia prevenir do mundo sujo e egoísta do Homem, que por vezes mata quem não tem culpa e que, conforme prometera, iria naquele dia ajudá-la a voar pelo mundo.
Com muito esforço do pai-gato e muitas mais quedas, a pequena gaivota, que já começava a ser linda e parecida com a sua mãe, começou a fazer pequenos voos.
— Voa Sarapintada, voa pelo mundo e pela tua imaginação, mas não te esqueças de ter cuidado — disse Zorbas.
Voando em torno da cabeça do pai gato, Sarapintada disse-lhe que nunca o iria esquecer e que lhe prometia sempre umas visitas anuais.
— Nunca te esquecerei, pai!...adeus!...cumprirei com as visitas!
És o maior gato do mundo!

Sérgio Mendes, 7ºC
João Caldeira, 7ºC



PASTELARIA ENIGMA

Certo dia, parei para descansar de uma longa caminhada com a minha mãe. Olhei à minha volta e, ao meu lado, estava uma pastelaria com um nome misterioso “Gnomo Delicioso” e, como estava muito cansada e ao mesmo tempo esfomeada, pedi à minha mãe:
- Será que podemos ir comer qualquer coisa?
- Sim, claro – disse a mãe.
Entrei na pastelaria “ Gnomo delicioso “, mas o nome não tinha nada a ver com a pastelaria. Tinha cadeiras castanhas e mesas vermelhas, o balcão era pequeno e simples, apenas com uma vitrina com poucos bolos e uma caixa registadora, ao lado havia uma tabela de preços colada à parede. Quanto ao chão, era a única coisa que alegrava aquela pastelaria, pois tinha várias cores alegres.
Mas fiquei muito surpreendida, de tal forma que disse:
- Mãe, posso levar um pouco de todos os bolos?
- Claro que não, levas um, e amanhã levas outro. Escolhe um.
Enquanto a mãe falava, ao mesmo tempo, ia retirando a carteira da mala.
- Mãe, quero um brigadeiro.
- Está bem, mas há um problema, não está ninguém no balcão!
Enquanto a minha falava, descobri uma pequena mensagem com palavras que não faziam sentido nenhum “ Vanessa, Edgar, Mónica, Anabela, Catarina, Olga, Zulmira, Inês, Nuno, Hugo, António “. Rapidamente percebi que juntando as primeiras letras de cada palavra significava “ vem à cozinha “. Pedi à minha mãe se poderia visitar as instalações e talvez encontrar um empregado. Entrei, e estava tudo muito limpo e sem ninguém á vista. De repente, encontrei uma mensagem idêntica á outra “ Fábio, Olga, Guilhermina, Alberto, Óscar “, significava fogão. Abri-o e, para minha grande surpresa, estavam pequenos vultos. Em seguida retirei-os do fogão, eram pequenas frutas. Maças, laranjas, bananas, uma uva e um morango, o mais pequeno. De seguida a maça mostrou-me uma carta idêntica às outras “ Simone, Óscar, Marta, Sérgio, Daniel, Alexandre, Sandra, Urbana, Ivan, carolina, Andreia “ significava “ Somos da Suiça “.
- Quem são vocês? – perguntei eu.
Desta vez responderam todos em conjunto:
- Somos gnomos da alimentação. Só praticamos o bem e só comemos comidas saudáveis, mas de vez em quando podemos comer um doce, e não temos lugar para cozinhar doces, porque na Suiça existem multas quando comemos doces, por isso criámos esta pastelaria.
- Já entendi, mas não existem empregados?
- Não. – respondeu a uva.
- Só queríamos ter um local para, de vez em quando, cozinharmos doces.
- Então, porque fizemos estes enigmas?
- Sem querer mandámos os donos embora e para arranjarmos alguém para tomar conta da pastelaria deixámos estas mensagens.
- Mas se for assim não há problema nenhum, a minha tia está desempregada e agora, como é muito difícil arranjar emprego, de certeza que vai aceitar.
- Que bom, muito obrigado! – disseram em coro.
No dia seguinte, a minha tia estava a trabalhar e a pastelaria estava cheia, na cozinha as frutas estavam preparando os bolos e eu continuei a fazer uma caminhada todos os dias com a minha mãe.
Assim, todos ficaram contentes e a pastelaria “ Gnomo Delicioso “ foi quem ficou a ganhar mais.

Sofia Rocha, 6ºE


História de uma moeda
Eu sou uma moeda de 1 Euro. Tenho uma cara e uma coroa e nasci em Espanha no ano de 2001 que é a data que está na coroa, acompanhada com o retracto do rei de Espanha, D. Juan Carlos I. Estive guardada no cofre de um banco e, no dia 1 de Janeiro de 2002, fui conhecer o mundo e comecei a andar de um lado para o outro.
Depois de várias viagens complicadas, acabei por ser a moeda da sorte de um jogador de futebol em Madrid e ele a cada jogo que fazia levava-me no bolso dos seus calções, onde eu ouvia os jogadores a falar, os árbitros apitar e os espectadores a gritar e a aplaudir.
Um dia, num jogo mais disputado, caí no relvado. Dias depois, o cortador da relva encontrou-me e meteu-me no bolso. Estava muito triste por ter deixado o meu dono mas eu já sabia que a vida de uma moeda é mesmo assim. Por acaso tive sorte porque no bolso do cortador de relva havia mais moedas e eu fiz novas amigas.
Um dia o cortador de relva foi ao mercado comprar um presente para oferecer à mulher que fazia anos e eu e as minhas amigas fomos trocadas por um ramo de flores. A florista aceitou-nos com agrado, até porque nós éramos muito bonitas, com uma faixa dourada à volta e um prateado intenso no meio, o que nos dava um belo aspecto.
A florista achou-me tão bonita que, como tinha uma colecção de moedas de todo o mundo e de todos os tempos, decidiu guardar-me na sua colecção. Mas, ao guardar-me no saco onde eu devia ficar, voltei a cair sem ela dar conta e fiquei no chão. No dia seguinte o filho da florista descobriu-me, apanhou-me e trocou-me por um café. Era fim de ano e o empregado do café viajou para a Serra Nevada em Granada, onde fez a passagem de ano. Que neve tão branca e tão bonita lá havia. Mas fui trocada por um par de luvas para o frio.
O vendedor de luvas da Serra Nevada, viajou de seguida para Lisboa onde fiz de troco na venda de um cachecol na Rua Augusta e fui parar às mãos de um vendedor de peixe no Mercado de Arroios, junto à Praça do Chile, em Lisboa. O peixeiro tinha o bolso das calças roto e mais uma vez caí no chão. Algum tempo depois o Filipe foi fazer uma corrida com o pai à Alameda D. Afonso Henriques, onde está a Fonte Luminosa. No regresso a casa, passaram pelo Mercado de Arroios. Ele olhou para mim e disse: “ - Pai, olha uma moeda!” e apanhou-me. Hoje faço parte das moedas que habitam no seu mealheiro. Entretanto recordo-me de o pai dele ter dito: ”- Olha lá Filipe, não tens de fazer dois textos para português até ao fim de Novembro? – Porque não dás um deles à moeda que encontraste há dias, para ela contar a sua história? ”...







Filipe Azevedo Nº 9 6ºC





Animais, como eles não há iguais!

Lena chegou a casa a correr, como sempre, mas logo se pôs muito séria e perguntou:
-Ó pai, há tantas histórias passadas no tempo em que os animais falavam! Porque é que agora já não falam?
- É uma longa história, mas não te posso contar.
- Cá para mim estás a inventar, tu é que não sabes!
-Não estou não, já que estás tão interessada vou contar-te uma história.
A casa da Lena situava-se perto do mar e ela e o pai estavam no jardim, sentados numa cadeira de baloiço, e ao som da brisa quente de Verão, o pai começou a contar a história:
-Tudo começou há muito tempo atrás, quando os animais falavam. Num reino longínquo de tudo e de todos. No alto de uma torre passava-se uma reunião do C.A.A, Conselho Administrativo dos Animais. Dizia-se que discutiam a falta de segurança destes e a chegada de um inimigo.
Nesse mesmo reino, havia uma aldeia de animais, onde todos conviviam em paz . A dona zebra Zulmira discutia com a girafa Giroflé sobre o que iria comprar no supermercado, enquanto o crocodilo Rio Nilo bebia cerveja e conversava com o cão Comilão sobre o grande jogo de Patabol que iria haver.
Era uma pequena aldeia de animais, onde o gato Aristocrato era primo do tigre Tigrão. Eram todos felizes e não havia confusão. Mas certo dia o presidente daquela aldeia, o senhor bode Montês anunciou o seguinte:
- A nossa aldeia corre perigo!
Todos os animais ficaram boquiabertos:
- Parece que um ser mais inteligente que nós a quem chamam Homem se aproxima da aldeia; Ele virá para saber os nossos segredos, portanto, só nos resta uma opção…
O senhor bode Montês parou, baixou a cabeça, retirou os seus óculos pousou as patas na mesa e gritou:
- Agir como os nossos antepassados! – Disse o bode.
Os antepassados dos animais agiam como por exemplo a ladrar, a miar ou a zurrar!
A partir daí nunca mais se ouviu um animal a falar – Acabou o pai.
- Ó pai, porque é que os animais no consideravam uma ameaça? Porque é que eles pensavam que queríamos saber os seus segredos? – questionou Lena.
- Isso eu não sei. Já é outra história, porque não a procuras?


Priscila Pires, 7º A




NA PRAIA







Eu estava na praia
Para um barco apanhar
Apanhei um barco pequenininho
Porque eu estava sozinho.

Eu não sabia navegar
Mas veio um marinheiro para me ajudar
Eu aprendi a remar
E fui para o mar.

Parei no meio do mar
E depois pus-me a pescar
Apanhei um peixinho
Muito pequenininho

Depois perdi-me no mar
E um golfinho me ajudou a voltar
E depois fui para casa
A chorar

Minha mãe perguntou-me onde fui
Eu disse «fui navegar no mar para o jantar apanhar»
E a mãe contente foi fazer o jantar.

André Moreira, 5º L




A VIDA


A vida é como um enorme livro, cheio de fantasias, aventuras e contos encantados, com príncipes nos seus cavalos brancos numa noite de Verão ao luar, lutas de espada por uma princesa amada e duas almas apaixonadas embaladas pelo doce som do vento num Outono brilhante. A vida está cheia de pequenas histórias de amor, de brigas e até de pequenas amizades nunca esquecidas.
Cada pessoa tem o seu próprio "livro" e, no final de cada "livro", existe uma folha com a sua classificação. Se for uma boa pessoa, na folha estarão escritos sentimentos bons, como o amor, a amizade... Se for uma pessoa má, estarão escritos sentimentos maus, como o ódio, a inveja... Mas, no fundo, todos acabam por ter um bocadinho de todos esses sentimentos.
Para se poder viver bem a vida, é preciso saber vivê-la, aproveitando bem cada segundo, sem fazer tolices como beber álcool, meter-se na droga ou ser insensível e bruto(a).
Se quiseres ser boa pessoa e um bom cidadão, aprende a viver bem, vais ver que, se o fizeres, serás mais feliz!!!

Carolina Brito, 6º L




O ALUCINANTE MUNDO DO CINEMA

O herói da nossa história é um bonequinho do tamanho de um palito chamado Peperrap. Ele é muito imaginativo e está sempre à procura de aventuras.
Certo dia, em que se encontrava no estúdio do seu castelo de açúcar, tentando imitar os seus ídolos do cinema, tropeçou e bateu com a cabeça na sua pequeníssima máquina de filmar, feita de chocolate e caiu redondo no chão. Na mente adormecida do nosso herói, começaram a surgir como que alucinações. À sua frente estava o James Bond, mais conhecido por "007", interpretado por Sean Connery, um dos seus actores preferidos, que o convidou a entrar no filme "007, o Homem da Pistola Dourada".
Que emoção!!! Ele ia ajudar a salvar o planeta, libertando-o das mãos de um terrível malfeitor.
Depois do filme ter sido realizado e apresentado com grande êxito, eis que o Peperrap desperta. Surge-lhe a grande ideia de ser ele próprio a realizar um filme. Com a sua varinha mágica, transforma uma broa de mel num avião supersónico e parte velozmente para Hollywood. Com a ajuda do Tom e do Jerry, lança-se numa aventura escaldante no deserto. Exaustos, alegram-se por ver um oásis, onde montam uma tenda e decidem fazer uma "pequena" grande festa!!!


Ivo Pinto, 6º H








O Outono L'Allee des Alyscamps, V. Van Gogh

O Outono começou dia 21 de Setembro e termina no dia 21 de Dezembro. O Outono é a estação do ano em que começa a arrefecer o tempo. Por isso, as folhas das árvores caem. É estação do ano em que se apanham as maçãs, as castanhas e se fazem as vindimas. Eu gosto do Outono, porque gosto de apanhar as uvas e ver como se faz o vinho. Na casa da minha avó parece uma festa nesse dia. Toda a família participa e é muito divertido.
Também já apanhei castanhas, é engraçado, mas pica bastante porque, por vezes, as castanhas estão dentro dos ouriços e temos de os tirar. Eu gosto de ir à terra dos meus pais nesta altura do ano, porque gosto de fazer estes trabalhos.






No Outono comemora-se o dia de São Martinho.


Nesse dia comem-se as castanhas e bebe-se água-pé. O Outono, apesar de ser uma estação triste, eu gosto, porque recomeçam as aulas e reencontramos os amigos e colegas.
Ruben Lourenço, 6ºG







O Espelho Mágico
Era uma vez há muito tempo atrás, quando os animais falavam, três irmãos que viviam numa floresta muito assustadora.O irmão mais novo chamava-se João, o irmão do meio chamava-se José e o irmão mais velho chamava-se Jacinto.Os três irmãos viviam agora sozinhos numa casa muito pequena, pois os seus pais tinham morrido numa viagem. Por isso eram eles que tinham de fazer tudo: cozinhar, lavar a loiça, fazer as limpezas, etc. Um dia decidiram caminhar pela floresta fora à procura de pistas que os ajudassem a perceber porque razão se chamava "A floresta Assustadora". Depois de terem caminhado muito, o irmão do meio e o irmão mais velho decidiram parar para descansar um pouco, não reparando que João, o irmão mais novo, se ia afastando cada vez mais, sempre a investigar. Quando os outros dois irmãos deram pela falta do mais novo, ficaram muito aflitos e decidiram logo procurá-lo.

-João,onde estás?- gritava o mais velho, desesperado.
Entretanto, o João, na outra extremidade da floresta, nem deu pela falta dos outros irmãos, pois estava muito entretido à procura de qualquer coisa que fosse interessante na floresta assustadora. José e Jacinto continuavam a procurá-lo, mas não havia sinais dele em parte alguma. Entretanto, encontraram um poço e pensaram logo que o seu irmão poderia ter caído e estar ali preso à espera que alguém o fosse salvar. Espreitaram lá para dentro e o poço não tinha água, mas o José debruçou-se tanto que acabou por cair lá para dentro. O José, quando caiu para dentro do poço, ficou inconsciente e demorou um pouco para voltar a acordar.
- José estás bem? - perguntava o Jacinto ao irmão imensas vezes.
O José não respondia porque estava ainda inconsciente. Tantas vezes Jacinto o chamou que José acabou por acordar lentamente.
- Jacinto, estás aí em cima? - perguntou José, ainda um pouco tonto.
- Estou, e tu estás bem? Magoaste-te?
- Não, eu estou bem, mas como é que eu vou sair daqui?
Jacinto viu um balde perto do poço e ocorreu-lhe de imediato uma ideia: atar-lhe uma corda e descê-lo lentamente para o fundo do poço, para que o irmão pudesse entrar para dentro do balde e ele o pudesse puxar para cima.Quando José subiu, abraçaram-se e até lhes chegaramn as lágrimas aos olhos, mas não podiam perder mais tempo, tinham que encontrar o seu irmão mais novo, o João. Passado algum tempo encontraram, no centro da floresta, um lago que tinha só um peixe muito grande e gordo, cor de laranja avermelhado. De repente o peixe saltou de dentro de água e reapareceu com metade da cabeça de fora, e disse:
- Olá!
O irmão mais velho perdeu a fala. Só passado uns segundos é que disse, gaguejando:
- O pppei-xe fffa-la!
Mas o irmão José estava todo contente, dizendo enquanto pulava, rebolava e sei lá mais o quê:
- O peixe fala! O peixe fala! Oh, meu Deus o peixe fala!!!
Passado alguns minutos, depois de já estarem mais calmos, o peixe voltou a falar:
- Olá, eu sou o Laranjinha, um peixe imortal, e tenho muito gosto em conhecer-vos. Como se chamam?
- Eu sou o Jacinto e o meu irmão é o José - disse o Jacinto.
- Não se assustem, eu não mordo e não faço mal a ninguém, só quero brincar. Querem brincar comigo? - perguntou o Laranjinha.
Eles ficaram muito admirados quando o peixe perguntou aquilo, mas este era um peixe especial.
- Nós não podemos, gostávamos muito, acredita, mas estamos à procura do nosso irmão João que desapareceu. Desculpa - disse Jacinto com um ar triste.
- Não faz mal, e não se preocupem porque eu tenho uma coisa que vos vai ajudar muito, um espelho mágico! Vê onde as pessoas estão naquele momento e o que estão a fazer.
Jacinto e José acharam uma optima ideia. Então, Jacinto pressionou num botão, e no espelho viu-se o João em casa deitado na sua cama e com ar pensativo.Eles despediram-se do seu amigo Laranjinha e dirigiram-se a correr para casa.Quando chegaram a casa, abraçaram-se ao irmão com muita força e todos contaram as suas aventuras.
Felizmente tudo acabou bem.
Cláudia Silva, 8º C